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	<title>#RiscoFiscal &#8211; Metrópole Contabilidade</title>
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		<title>Sua empresa utiliza créditos de terceiros para compensar tributos federais? O risco de autuação é real.</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 21:29:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Receita Federal emitiu um importante alerta aos empresários que vêm sendo abordados por consultorias tributárias que prometem reduzir a carga tributária por meio da utilização de créditos adquiridos de terceiros para quitar tributos federais. Embora a proposta possa parecer uma oportunidade financeira atrativa, a prática é considerada irregular pela legislação vigente e pode resultar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Receita Federal emitiu um importante alerta aos empresários que vêm sendo abordados por consultorias tributárias que prometem reduzir a carga tributária por meio da utilização de créditos adquiridos de terceiros para quitar tributos federais.</p>
<p>Embora a proposta possa parecer uma oportunidade financeira atrativa, a prática é considerada irregular pela legislação vigente e pode resultar em severas penalidades administrativas e até mesmo em responsabilização criminal.</p>
<p><strong>O que a legislação permite?</strong></p>
<p>A compensação tributária é um instrumento legal previsto nos artigos 74 e 74-A da Lei nº 9.430/1996. Entretanto, a própria legislação estabelece limites claros sobre sua utilização.</p>
<p>É expressamente proibida a compensação de tributos federais nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li>utilização de créditos originalmente apurados por terceiros;</li>
<li>utilização de créditos antes do trânsito em julgado de decisão judicial;</li>
<li>utilização de créditos que não estejam relacionados a tributos administrados pela Receita Federal;</li>
<li>compensação de débitos incluídos em parcelamentos administrados pela Receita Federal.</li>
</ul>
<p><strong>A decisão do STF não autorizou a utilização de créditos de terceiros</strong></p>
<p>Muitas empresas têm sido induzidas a acreditar que a Constituição Federal passou a permitir a utilização desses créditos.</p>
<p>Contudo, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.064, deixou claro que a regra constitucional não possui aplicação automática para a União.</p>
<p>Na prática, isso significa que não existe autorização legal para utilizar créditos próprios ou adquiridos de terceiros para compensar débitos parcelados perante a Receita Federal sem que haja uma lei federal específica regulamentando o procedimento.</p>
<p>Esse entendimento já foi reforçado pela Solução de Consulta Cosit nº 27/2024.</p>
<p><strong>O alerta da Receita Federal às empresas</strong></p>
<p>A Receita Federal identificou a atuação de consultorias tributárias que oferecem soluções aparentemente vantajosas, prometendo reduzir ou eliminar débitos tributários mediante a aquisição de créditos de terceiros.</p>
<p>Segundo o órgão, em grande parte dos casos, os créditos comercializados são fictícios, fraudulentos ou simplesmente não podem ser utilizados por falta de amparo legal.</p>
<p>Além disso, foram identificadas situações em que declarações de compensação foram transmitidas contendo informações falsas com o objetivo de extinguir indevidamente débitos tributários.</p>
<p><strong>Mais de R$ 920 milhões já foram identificados em compensações irregulares</strong></p>
<p>As operações de fiscalização realizadas pela Receita Federal identificaram o seguinte volume de compensações indevidas:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Ano</strong></td>
<td><strong>Valor identificado</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>R$ 77.697.783,29</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>R$ 620.351.747,74</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>R$ 222.050.519,94</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>R$ 920.100.050,97</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os números demonstram que a Receita Federal intensificou significativamente as ações de monitoramento e fiscalização dessas operações.</p>
<p><strong>Quais são os riscos para a sua empresa?</strong></p>
<p>As empresas identificadas estão sujeitas a diversas penalidades, entre elas:</p>
<ul>
<li>cobrança integral dos tributos compensados indevidamente;</li>
<li>incidência de juros e demais encargos legais;</li>
<li>multa de ofício que pode alcançar 225% do valor do débito;</li>
<li>responsabilização penal dos sócios;</li>
<li>responsabilização dos profissionais envolvidos na transmissão das declarações de compensação.</li>
</ul>
<p><strong>Quando a compensação judicial é permitida?</strong></p>
<p>A utilização de créditos decorrentes de decisões judiciais somente é permitida quando todos os requisitos abaixo forem atendidos:</p>
<p>✔️ O crédito deve estar vinculado a tributos administrados pela Receita Federal;</p>
<p>✔️ O crédito deve pertencer originalmente ao próprio contribuinte que ajuizou a ação;</p>
<p>✔️ A decisão judicial deve ter transitado em julgado;</p>
<p>✔️ Deve haver desistência ou renúncia à execução judicial para realização da compensação administrativa.</p>
<p><strong>O que fazer caso sua empresa tenha aderido a esse tipo de operação?</strong></p>
<p>A própria Receita Federal orienta que as empresas que tenham sido induzidas a aderir a essas operações realizem a regularização espontânea, mediante:</p>
<ul>
<li>cancelamento das declarações de compensação apresentadas;</li>
<li>pagamento dos débitos correspondentes.</li>
</ul>
<p>Nesses casos, a empresa poderá evitar a aplicação da multa de ofício e a responsabilização penal.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Empresários devem redobrar a cautela diante de propostas que prometem eliminar tributos federais por meio da compra de créditos de terceiros.</p>
<p>Quando uma solução tributária parece simples demais ou oferece benefícios extraordinários sem respaldo legal, o risco de autuação pode ser extremamente elevado.</p>
<p>Antes de aderir a qualquer estratégia de compensação tributária, é fundamental realizar uma análise técnica e jurídica detalhada, garantindo a conformidade fiscal e protegendo a empresa, seus sócios e seus administradores de prejuízos financeiros e consequências legais severas.</p>
<p><strong>Fonte: Receita Federal do Brasil (RFB)</strong></p>
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